Quanto custa investir
É muito importante que você conheça os custos envolvidos em cada investimento antes de aplicar seu dinheiro.
A compra de ações, por exemplo, deve ser feita por intermédio de uma corretora de valores membro da BM&FBovespa, que cobram taxas de corretagem. Algumas colocam à disposição de seus clientes o home broker, que permite que o próprio cliente negocie ações via Internet. Esta opção é indicada para pequenos investidores, pois possuem custos de transação mais reduzidos.
Além disso, a negociação de ações, como a maioria dos investimentos, envolve alguns impostos que precisam ser entendidos e considerados na hora de investir. Um bom controle tributário pode representar um diferencial de ganho mais adiante.
Mas lembre-se sempre que, ao fazer um investimento, você deve considerar uma série de fatores. O custo é apenas um deles. Sua decisão deve estar baseada em seus objetivos, sua tolerância ao risco, no caso de investimentos mais arrojados, e no seu horizonte de tempo
Custos
Conheça os principais custos envolvidos no investimento em ações:
Corretagem
É o principal custo quando você compra ações diretamente em uma corretora de valores. A taxa de corretagem é formada por um valor fixo somado a um valor variável, de acordo com o volume total de operações realizadas. Esse custo varia de acordo com a corretora, portanto, vale fazer uma pesquisa antes de decidir por uma corretora ou outra.
Taxa de custódia
É uma taxa cobrada pela corretora pela manutenção dos seus ativos sob guarda da instituição custodiante. Dependendo da corretora e do montante dos recursos aplicados, essa taxa pode até não ser cobrada.
Taxa de registro
Percentual estabelecido pela BM&FBOVESPA/CBLC, sobre o valor de cada operação no pregão.
Para conhecer mais detalhes sobre esses custos, acesse o site: www.bmfbovespa.com.br.
Impostos
Conhecer a tributação de cada uma de suas aplicações é fundamental para que você planeje melhor seus investimentos. A maior parte dos investimentos em Renda Variável tem alíquota de IR (Imposto de Renda) de 15%, mas é importante entender os detalhes.
O IR é um tributo cobrado das pessoas físicas e jurídicas sobre o rendimento recebido, seja em uma aplicação financeira, seja em uma atividade comercial ou profissional.
Nos investimentos em ações são cobradas as seguintes alíquotas:
Operações/Ativos | Imposto de Renda |
Venda de ações | 15% sobre rendimento líquido* e 0,005% retido na fonte como antecipação. |
Day-trade (operações iniciadas |
20% sobre rendimento líquido* e 1% retido na fonte como antecipação. |
Dividendos | Os ganhos com dividendos são isentos, pois o lucro que lhes deu origem já foi tributado. |
Juros sobre capital próprio | 15% sobre o valor pago pela empresa ao acionista. |
*Base de Cálculo de IR = preço de venda - (preço de compra + custos de transação)
Estão isentos do IR os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de ações, cujo valor vendido em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20.000,00, para o conjunto de ações.
O IR deverá ser recolhido via DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal) até o último dia útil do mês subsequente ao da venda das ações.
Renda Variável
As operações realizadas em Bolsas de Valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas são classificadas da seguinte forma:
Mercados | Fato Gerador de Imposto de Renda |
À Vista | Valor da alienação (venda). |
Opções | Valor positivo da soma dos prêmios pagos e recebidos no mesmo dia. |
A Termo | A diferença, se positiva, entre o preço a termo e o preço à vista, ou a liquidação financeira. |
Futuro | Soma algébrica dos ajustes diários (se positiva), no encerramento. |
Fonte: www.comoinvestir.com.br