Regulamentação

Órgãos reguladores como a CVM e o Banco Central trabalham para que os investidores tenham acesso a informações claras sobre as regras de funcionamento dos produtos de investimento, as leis, normas, políticas e riscos.

Além disso, entidades como a ANBIMA possuem códigos de regulação e melhores práticas em que os próprios participantes do mercado estabelecem normas mais rígidas para regular suas atividades. O objetivo é criar regras de atuação, divulgação de informações e de conduta na comercialização dos produtos de investimento, visando, dessa forma, dar mais segurança e transparência aos investidores.

Para você, conhecer as regras que regem o mercado e os produtos de investimentos de uma forma geral será fundamental na hora de decidir e escolher produtos e serviços condizentes com suas necessidades e objetivos.

O papel da CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia federal que regula, disciplina e fiscaliza as Bolsas de Valores, as companhias abertas, os fundos de investimento e os mercados derivativos que tenham por referência valores mobiliários.

Uma das principais funções da CVM é cuidar para que investidores tenham acesso a informações que confirmem a boa qualidade das empresas abertas e dos fundos de investimento e também a informações relevantes sobre as condições da empresa, que possam ser decisivas para o investimento. Dessa forma, ela tenta evitar o chamado insider information, que é o uso de informações privilegiadas que vão beneficiar determinado grupo de investidores em detrimento de outro.

A CVM é uma autarquia federal e seu titular é nomeado pelo presidente da República. Ela foi criada pela Lei 6.385/76. As funções da CVM, dentre outras, incluem:

• Emissão de registros de companhias abertas;
• Emissão de registro de distribuição de valores mobiliários;
• Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários;
• Organização, funcionamento e operações das Bolsas de Valores;
• Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
• Administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
• Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
• Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decreto de recesso à Bolsa de Valores;
• Regulação dos Fundos de Investimento.

Governança Corporrativa

A Comissão de Valores Mobiliários define governança corporativa como o conjunto de práticas que têm por finalidade aperfeiçoar o desempenho de uma companhia ao proteger todas as partes interessadas, tais como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente, transparência, equidade de tratamento aos acionistas e prestação de contas.

Para os investidores, a análise das práticas de governança auxilia na decisão de investimento, pois determina o nível e as formas de atuação que estes podem ter na companhia.

Novo Mercado

O Novo Mercado é um segmento da BM&FBovespa onde são listadas as empresas que se comprometem, voluntariamente, a aderir práticas de governança corporativa e conceder direitos extras a seus acionistas, além dos que são exigidos pela legislação.

Ele foi instituído pela Bolsa com o objetivo de fortalecer o mercado de capitais nacional e atender aos anseios dos investidores por mais transparência de informações, com relação aos atos praticados pelos controladores e administradores da companhia.

O Novo Mercado é o nível mais avançado em termos de transparência e governança corporativa, mas a BM&FBovespa criou também o Nível 1 e o Nível 2 para classificar as empresas que ainda não cumpriram todas as etapas para chegar ao Novo Mercado.

As primeiras migrações do mercado tradicional para as listagens diferenciadas (níveis 1, 2 e Novo Mercado) ocorreram em junho de 2001, seis meses após a criação dos novos segmentos.

Na mesma época, a BM&FBovespa começou a divulgar um novo índice de desempenho no mercado, o Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), que mede a rentabilidade das empresas listadas nos Níveis 1, 2 e no Novo Mercado.

Há uma série de requisitos para que uma empresa liste suas ações no Novo Mercado, mas seu principal avanço está na exigência de dois itens que a legislação não obriga nem mesmo para uma empresa aberta: ter apenas ações ordinárias emitidas e negociadas no mercado e oferecer para todos os acionistas as mesmas condições obtidas pelos controladores, quando da venda do controle da companhia (tag along).

Prospectos

O prospecto é o lugar onde você, investidor, pode obter todas as informações relevantes sobre uma oferta pública de um valor mobiliário e sobre a empresa ofertante, para avaliar os riscos e oportunidades de investimento.

Ele apresenta o valor mínimo e máximo das ações da empresa que você poderá adquirir, quais os prazos para reserva e a data de definição do preço da ação. Detalha também os fatores de risco relacionados àquela oferta, à empresa e ao mercado, as condições financeiras da empresa etc., além de citar quem são os administradores e as instituições que coordenarão a emissão.

O documento deve ser amplamente divulgado, inclusive pela Internet, pelas instituições intermediárias, a CVM e pela empresa que está emitindo as ações.

Fonte: www.comoinvestir.com.br

 

Últimas Notícias

Ethiopian Airlines considera comprar aviões da Embraer

23/11/2015 23:30
©afp.com / Jenny Vaughan Ethiopian Airlines: empresa planeja quase que sobrar sua frota até 2025 Da REUTERS Montreal - A Ethiopian Airlines, maior companhia aérea da África, quer comprar 10 aviões de fuselagem estreita e está considerando jatos da brasileira Embraer e da...

Governo prepara capital bilionário para a Petrobras

20/11/2015 13:43
Paulo Whitaker/Reuters Reforço de capital: o aporte será via IHCD, uma operação que funciona como um contrato de crédito praticamente sem data de vencimento Adriana Fernandes e Mônica Ciarelli, do Estadão Conteúdo Brasília e Rio - O governo estuda um reforço bilionário na...

Petrobras negocia financiamentos de US$1,84 bi com agências

16/11/2015 21:48
REUTERS/Sergio Moraes Sede da Petrobras no Rio: a Petrobras afirmou que as operações estão em linha com sua estratégia de diversificação de fontes de financiamento Da REUTERS Rio de Janeiro - A Petrobras está concluindo negociações com agências de crédito internacionais em...

Cemig lucra R$ 166,954 milhões no 3º trimestre

14/11/2015 12:17
Arquivo Cemig: no acumulado de janeiro a setembro o lucro da companhia atingiu R$ 2,185 bilhões, alta de 8,21% sobre igual intervalo de 2014 André Magnabosco, do Estadão Conteúdo São Paulo - A estatal mineira Cemig acumulou lucro líquido de R$ 166,954 milhões no terceiro...

Prejuízo da Rossi diminui 35% no 3º trimestre

10/11/2015 21:07
Divulgação Rossi Residencial: receita líquida alcançou R$ 259,4 milhões, queda de 37,4% na comparação anual Fátima Laranjeira, do Estadão Conteúdo A Rossi Residencial registrou prejuízo líquido de R$ 171,1 milhões no terceiro trimestre de 2015, valor 35% menor do que as perdas de...

Valor de ativos à venda no Brasil chega a R$ 150 bilhões

08/11/2015 19:57
Ueslei Marcelino/Reuters Só a Petrobras quer levantar US$ 15,1 bilhões em 2015 e 2016 com a venda de ativos Naiana Oscar e Mônica Scaramuzzo, do Estadão Conteúdo São Paulo - O Brasil tem, neste momento, cerca de R$ 150 bilhões em ativos à venda, segundo cálculos feitos por bancos...

Lucro da Tractebel cai 35% no 3° tri para R$347,6 m

06/11/2015 19:01
Arquivo Tractebel Energia Tractebel: lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia somou 771,7 milhões de reais no terceiro trimestre Da REUTERS São Paulo - A geradora Tractebel Energia reportou...

CCR tem queda de 28,6% no lucro do 3º trimestre

27/10/2015 21:29
Wikimedia Commons CCR: companhia obteve melhora no resultado operacional no período Da REUTERS São Paulo - A companhia de concessões de infraestrutura CCR teve queda de 28,6 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre na comparação anual, a 247 milhões de reais, em resultado...

Assembleia de Deus vai lançar operadora de celular

30/09/2015 21:07
Getty Images Celular: a mais nova operadora virtual do país vai se chamar Mais AD e tem parceria com a Movtte Da REUTERS São Paulo - A Assembleia de Deus, que tem cerca de 18 milhões de fiéis no Brasil, vai lançar uma operadora de celular que utilizará capacidade de rede da...

BTG conclui compra de suíço BSI por US$1,29 bi, diz fonte

15/09/2015 19:44
Gustavo Kahil / Exame.com BTG Pactual: o grupo liderado por André Esteves anunciou nesta terça-feira ter pago 1,25 bilhão de francos suíços para selar a compra Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal, da REUTERS São Paulo - O BTG Pactual concluiu a compra da gestora suíça de...
<< 1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>