Avaliação de Risco

Deve ser entendido tanto como a possibilidade de perda, como uma oportunidade de ganho, pois é a probabilidade de as coisas não ocorrerem como planejadas. Assim, representa o grau de incerteza do retorno do investimento.

O investidor em debêntures está sujeito a diferentes tipos de risco, tais como:

• O risco de um investidor não pagar pela subscrição de debêntures que realizou. Nesse caso, está sujeito à cobrança administrativa ou judicial, na forma que constar da escritura de emissão da debênture;
• O risco de não receber em dia os rendimentos sobre a aplicação em debêntures;
• O risco de não receber o principal ou os rendimentos sobre as debêntures que adquiriu;
• O risco da variação da taxa de juros durante o período de vigência da debênture, para aquele que precisa negociá-la a mercado;
• O risco do prazo longo, que inibe a troca de posições quando surgem oportunidades de aplicações mais atraentes no mercado.

No primeiro caso, o risco inexiste se ele pagar pelo que subscreveu, pois o pagamento de uma subscrição pode ser feito em dinheiro ou em bens, e esses bens devem ter valor econômico aceito e reconhecido por quem os recebe. Esta é a principal razão dessa ressalva na avaliação do risco,já que a companhia emissora pode acionar o subscritor que não cumprir a obrigação de subscrever.

Nos títulos de renda fixa em geral, o risco de crédito é o mais comum. Esse risco acontece nos casos em que o investidor não recebe, na data de vencimento, o valor investido acrescido da remuneração (rendimento). Em caso de inadimplemento ou insolvência da companhia emissora da debênture, cabe ao investidor a execução das garantias, conforme estabelecido na escritura de emissão e na legislação em vigor. A avaliação do risco é obtida pelo processo de classificação de risco conhecido como rating.

Portanto, para fazer uma boa avaliação sobre qualquer alternativa de investimento, o primeiro passo é ponderar seus objetivos, pois dessa forma o investidor tomará decisões de investimento baseadas em suas reais necessidades.

Rating

Rating é uma opinião sobre risco relativo, com base na capacidade e vontade do emissor para pagar, completamente e no prazo acordado, o principal e os juros, durante o período de vigência do instrumento de dívida, e a severidade da perda, em caso de inadimplência.

Segundo a Moodys, uma das principais agências internacionais de rating em serviço no Brasil, "uma classificação é uma opinião sobre a capacidade futura, a responsabilidade jurídica e a vontade de um emitente de efetuar, dentro do prazo, pagamentos do principal e dos juros de um título específico de renda fixa”.

A classificação avalia a probabilidade de inadimplemento do emitente com relação ao título mobiliário até seu prazo de vencimento que, dependendo do instrumento, pode ser uma questão de dias, ou 30 anos ou mais.

Além disso, as classificações de longo prazo incorporam uma avaliação da expectativa de perda monetária em caso de inadimplemento.

É importante observar que as classificações da Moody’s concentram-se especificamente no risco da perda de crédito decorrente de pagamento vencido ou atrasado.

Elas não foram concebidas para medir outros riscos que possam estar envolvidos nos investimentos de renda fixa, como o risco de perda de valor de mercado de um título, decorrente das variações nas taxas cambiais ou de juros ou da quitação do principal de um empréstimo antes do seu vencimento.

Além disso, ao contrário das classificações de ações, as classificações de dívida não foram concebidas para medir o potencial de valorização do preço de um valor mobiliário.

Em cada setor, a base da abordagem de classificação da Moody’s está na resposta a uma simples pergunta: qual é o nível de risco associado ao pagamento pontual e integral do principal e dos juros de um título de dívida específico e como esse risco se compara ao de outras obrigações?

A resposta é que, geralmente, quanto maior a previsibilidade de fluxo de caixa de um emitente, maior é a garantia de que poderá efetuar os pagamentos de dívida previstos, e mais alta será a sua classificação.

As classificações, portanto, são opiniões, e não recomendações de compra ou venda, e sua exatidão não é garantida.

A classificação deve ser considerada somente um dos fatores de decisão de investimento, e o investidor deve fazer o próprio exame e avaliação dos valores mobiliários ou obrigações de dívida que estiver considerando comprar ou vender.

Rating de crédito

É a classificação que se agrega ao rating do cliente em cada tipo de operação de crédito, de acordo com as características de liquidez, levando em consideração:

• A natureza e a finalidade da operação;
• Tipos de garantias, qualidade e controle sobre elas;
• Adequação entre o prazo da operação, a forma de amortização e o fluxo de caixa do cliente;
• Formalização da operação.

Rating do cliente ou grupo econômico

É a classificação de risco, atribuída ao cliente ou ao grupo econômico do qual faz parte o cliente, conforme as características, independentemente do tipo de operação que será realizado.

As empresas e as pessoas físicas pertencentes a determinado grupo econômico deverão ter a mesma classificação de risco, ou seja, o mesmo rating.

Classficação de Risco

Melhor
qualidade

 Eles acarretam o mais baixo grau de risco de investimento e normalmente são denominados “de ouro” (gilt-edged). Seus pagamentos de juros são protegidos por uma grande margem ou por uma margem excepcionalmente estável e o seu principal está seguro. Embora possa haver mudanças nos vários elementos de proteção, as mudanças que podem ser visualizadas têm muito pouca probabilidade de prejudicar fundamentalmente a posição forte desses títulos.

Boa qualidade

 Os títulos que possuem vários atributos favoráveis de investimento e são considerados obrigações de categoria superior-média. Os fatores que conferem segurança ao principal e aos juros são considerados adequados, mas pode haver certos elementos presentes que sugerem a vulnerabilidade a um impacto negativo em alguma época futura.

Qualidade
média

 Os títulos considerados obrigações de categoria média (ou seja, não estão altamente protegidos, mas também não têm garantias fracas). Os pagamentos dos juros e do principal desses títulos parecem ser adequados no momento presente, mas certos elementos de proteção podem ser insuficientes ou podem não ser caracteristicamente confiáveis no decorrer de um período mais prolongado.

Especulativo

 Os títulos que têm elementos especulativos; seu futuro não pode ser considerado bastante seguro. Muitas vezes, a proteção dos pagamentos de juros e do principal pode ser moderada e, portanto, não são muito preservadas ao longo de tempos bons e difíceis no futuro. A incerteza da posição caracteriza os títulos desta categoria.

Muito
especulativo

 Os títulos geralmente não têm as características desejáveis de investimento. A probabilidade de pagamento dos juros e do principal ou a constância de outros termos do contrato no decorrer de períodos prolongados pode ser pequena.

Altamente
especulativo

Os títulos representam obrigações altamente especulativas. Geralmente, esses títulos estão inadimplentes ou demonstram ter outras insuficiências marcantes.

Fonte: www.comoinvestir.com.br