Títulos Públicos

Os títulos públicos fazem parte do mercado de títulos de renda fixa. Neste mercado, os títulos têm seus rendimentos ou juros conhecidos no momento da operação e no vencimento, há o retorno do principal acrescido do rendimento da operação. O emissor dos títulos públicos é o Governo Brasileiro por intermédio do Tesouro Nacional e sua negociação no mercado secundário é feita entre as instituições financeiras.

Os títulos de renda fixa, em geral, se caracterizam por devolver o principal investido, no vencimento da operação, pagando juros durante a existência do título. Por outro lado, alguns títulos de renda fixa são negociados por um preço que é dado pelo deságio sobre seu valor de resgate, sendo que neste caso, os juros estão implícitos e são refletidos no deságio da operação.

Os títulos públicos têm como objetivo prover recursos necessários à cobertura dos déficits orçamentários do governo. Também, são importantes instrumentos para a implementação da política monetária, uma vez que quando o Banco Central vende títulos está retirando dinheiro de circulação, e quando recompra os títulos, está colocando dinheiro em circulação.

O Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC, disponibiliza uma plataforma de negociação dos títulos públicos para pessoas físicas, pela Internet, chamada de Tesouro Direto. Atualmente nesta plataforma são negociados diversos vencimentos de títulos públicos, entre eles as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), as Letras do Tesouro Nacional (LTN) e as Notas do Tesouro Nacional (NTN). Nesta seção do site você poderá saber mais sobre as características destes títulos públicos.

Histórico da renda fixa

O histórico de instabilidade macroeconômica no Brasil concentrou a poupança privada no segmento de renda fixa nas últimas décadas. As incertezas relacionadas à trajetória das principais variáveis como câmbio, inflação e resultados fiscais do governo contribuíram para manutenção das taxas de juros domésticas em patamares elevados, atraindo os recursos dos investidores, geralmente a prazos extremamente curtos.

No entanto, a consolidação de um cenário estável nos últimos anos, com redução dos riscos para a economia, está alterando o padrão de financiamento com os títulos públicos.

O Tesouro Nacional vem alongando os prazos e mudando o perfil do conjunto dos títulos de sua responsabilidade. No mesmo sentido, com a perspectiva de estabilidade das taxas de juros, os investidores mudam sua percepção de risco, ou seja, consideram expor seus investimentos em renda fixa a prazos mais alongados e a diferentes tipos de remuneração, visando a auferir maiores ganhos. Da mesma forma, em épocas de crise, os investidores tendem a ficar mais criteriosos, com maior aversão ao risco, mesmo que a decisão represente ganhos menores. Essa escolha representa um conceito básico em finanças – a relação risco x retorno.

Nomenclatura associada a um titulo de renda fixa

Nomenclatura Associada

  • Valor de face ou valor nominal: é valor que o investidor receberá no vencimento do título e sobre o qual incide juros
  • Cupom de juros: valor periódico de juros pago ao investidor durante a vigência do título. A taxa do cupom (%) multiplicada pelo valor de face fornece o valor em dinheiro do cupom.

 

Exemplo 1: 
Cupom de juros = 10,00 %a.a. (ao ano) pagos anualmente
Valor de face = R$ 1.000,00
Juros = 10% x R$ 1.000,00 = R$ 100,00

Exemplo 2:
Cupom de juros = 14,00 %a.a (ao ano) pagos semestralmente
Valor de face = R$ 1.000,00
Juros = (14% ÷ 2) x R$ 1.000,00 = R$ 70,00

  • Preço de mercado (PU): é o preço que o título está sendo negociado.
  • Prazo de vencimento ou maturidade: é o prazo de resgate do título.
  • "TIR (Taxa Interna de Retorno): é a taxa interna de retorno do título, relacionando todos os fluxos de caixa futuros com o preço de mercado.
  • Emissor: é quem emite o título.
  • Credor: é o investidor que adquire este título.

Fonte: www.comoinvestir.com.br

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