A Rede das "maquininhas" também quer sustentabilidade

22/10/2013 22:15

Redecard investiu pesado e, rebatizada, busca clientes menores para lucros maiores

Milton Maluhy Filho, da Rede: ele quer crescer, mas com bases sustentáveis

São Paulo – A "maquininha" é uma paixão nacional. Atualmente, cerca de 75% dos brasileiros usam a traquitana para pagar com cartões de crédito e débito. Por trás do aparelhinho, há um mercado que presenciou hoje mais uma ofensiva: a transformação da Redecard em Rede pelo Itaú.

Os executivos de gravata laranja do Jabaquara não gostam nem de ouvir piadas com o novo nome - que é o mesmo do partido frustrado de Marina Silva. Entretanto, isso não impede que eles também estejam pensando em formas de desenvolvimento sustentável.

Segundo eles, o projeto começou em 2011, com o investimento de 500 milhões de reais na troca das "maquininhas". Em 2012, mais 12 bilhões para fechar o capital - o que permitiu à empresa pensar estratégias de longo prazo.

Rebatizada, a firma costura agora parcerias com novos canais de distribuição e constrói um datacenter com capacidade de 24 mil transações por segundo em Mogi Mirim (SP).

"Em picos da rede, como natal, processamos 900 transações por segundo", afirmou Milton Maluhy Filho, presidente da Rede. Ele explica que agora, a companhia vai dar mais atenção aos pequenos comerciantes - que são mais rentáveis para a empresa.

CLIQUE AQUI E TESTE SUA PLATAFORMA DE NEGOCIAÇÃO GRÁTIS.

Desenvolvimento sustentável

Lançado hoje, o Mobile Rede é um dispositivo sob medida para quem não pode pagar mensalidades. Por 130 reais, ele permite ao proprietário realizar via tablet ou celular vendas à vista e a prazo por 4 e 7 reais, respectivamente. Já o E-Rede é uma plataforma de gestão de vendas na internet.

"Nosso grande objetivo é rentabilizar a companhia sem abrir mão do market share", explica Maluhy. No mercado das maquininhas, isso é complicado, já que os maiores clientes são sinônimos de receita certa mas lucros baixos e negociam menores taxas de retorno.

"No nosso caso, dois terços da receita vêm de clientes com faturamento acima de 50 milhões de reais", revela Maluhy. Parece que lojas de departamento e supermercados pagam as contas, mas rendem menos do que a Rede quer ganhar.

Presente em 1 milhão de pontos de vendas, a companhia opera em 5 mil cidades - cerca de 89% do território nacional. A empresa é maior do que todas as similares da Europa e concorre com a Cielo, megaoperadora administrada por Bradesco e Banco do Brasil que está entre as mais produtivas e mais rentáveis do país hoje.