Como o Itaú atingiu o maior lucro da história dos bancos

04/02/2014 20:06

Para Roberto Setubal, presidente executivo do banco, medidas para reduzir inadimplência ajudaram a garantir os R$ 15,8 bilhões de 2013

Size_80_julia-carvalhoJulia Carvalho, de

Flávio Santana/Biofoto

Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, em evento de lançamento do ranking Merco Brasil

Roberto Setubal: presidente do Itaú diz que crédito deve continuar aumentando

São Paulo – Para conseguir o maior lucro da história, o Itaú procurou resolver uma de suas maiores fontes de perda: a inadimplência de seus clientes.

“Foi um conjunto de medidas que tomamos a partir de 2011 que ajustaram a nossa política de crédito”, afirmou Roberto Setubal, presidente executivo do banco, em encontro com jornalistas nesta terça-feira.

Em outras palavras, o crédito no Itaú ficou mais conservador. Entre as medidas adotadas está a política de não financiar mais de 80% de um veículo – antes era possível negociar 100% do valor – e a de oferecer mais garantias nos contratos.

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Os resultados apareceram. Em 2011, o nível de inadimplência para operações vencidas chegou a 4,9%. Em 2013, passou a 3,7%, o menor índice desde a fusão do Itaú com o Unibanco, em 2008. O lucro de 2013 cresceu 12,8% em relação a 2012 e chegou a 15,8 bilhões de reais.

Como consequência, as despesas com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, caíram 22,4%, o que ajudou na alta dos lucros. Nos próximos anos, Setubal acredita que ainda há espaço para a diminuição dos calotes, dado que a economia deve se estabilizar.

Além disso, o presidente atribui o crescimento ao aumento da carteira de crédito, que subiu 13,5%, e ao próprio fato de que, o quarto trimestre do ano normalmente apresenta resultados melhores, porque há mais dias corridos e mais consumo.

América Latina

Para 2014, Setubal frisou também que a América Latina é prioridade para o banco, o que ficou bem claro com a aquisição da CorpBranca. A aquisição, que foi avaliada em colocou de vez o Itaú na Colômbia e no Chile.

“Agora estamos de olho no México e no Peru”, afirmou o presidente. Ele disse que ainda não há nenhum negócio concreto à vista, mas que a expansão nesses países teria de se dar por meio de outra aquisição. O ideal seria que ela se desse no ramo do varejo.