CPFL vê onda de venda de ativos com estrangeiros na disputa

03/12/2015 21:21

Divulgação

CPFL Energia

CPFL: a CPFL pode aproveitar para ampliar sua fatia no mercado brasileiro de distribuição, hoje em 13 por cento

Luciano Costa, da REUTERS

São Paulo - A CPFL Energia vê um cenário aquecido para vendas de ativos de geração e distribuição de energia no Brasil nos próximos anos, o que envolverá privatizações e negócios feitos por empresas em dificuldade ou em busca de caixa para novos investimentos.

O processo deverá atrair investidores estrangeiros e ser mais intenso ainda no segmento de distribuição, no qual pode haver uma redução de até 50 por cento no número de empresas que controlam concessionárias, disse o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Jr, em evento com acionistas nesta quinta-feira.

Segundo ele, a CPFL pode aproveitar para ampliar sua fatia no mercado brasileiro de distribuição, hoje em 13 por cento.

"Em um cenário ideal de consolidação, a gente dobraria de tamanho", disse Ferreira, estimando que isso poderia acontecer "ao longo dos próximos cinco anos", conforme a situação de concessionárias se deteriore, forçando vendas.

"A crise está aí". Ferreira afirmou que, do lado da geração, empresas com problemas financeiros ou envolvidas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, devem inundar o mercado com ativos.

"Tem vários agentes privados que se envolveram em usinas ao longo do tempo e estão em situação difícil ou querendo diversificar seus negócios. Em geração não víamos até pouco tempo antes espaço para trabalhar (com fusões e aquisiçõs)... hoje vemos muito", disse.

Competição com estrangeiros

Esse cenário de venda de ativos deverá atrair forte interesse de empresas estrangeiras, segundo avaliação da CPFL, que vê essas companhias como favorecidas por acesso a capital mais barato no exterior.

"Mas nenhum desses estrangeiros é um operador distinto pela eficiência como nós somos. Temos vantagens a aportar que eles não têm... acredito que a gente tenha como competir de uma forma bastante eficiente", disse Ferreira.

Ele destacou que principalmente o segmento de distribuição oferece oportunidades de ganho de escala para empresas já com uma forte estrutura local.

O presidente da CPFL também afirmou que a empresa poderia viabilizar eventuais aquisições com emissão de dívida ou com emissão de ações. Nesse segundo caso, seria preciso mostrar aos acionistas que a transação vale a pena.

"A perspectiva de criação de valor tem que ser maior que a perda de valor que seria causada pela diluição (das ações)", explicou.

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