Itaú estaria negociando compra de parte do HSBC no Brasil, dizem fontes

07/10/2011 17:02

Operação envolvida seria a de varejo, seguindo o modelo da aquisição já feita no Chile na semana passada


Cris Simon e Daniela Barbosa, de

Wikimedia Commons

Logo do Itaú

Itaú: banco estaria negociando parte das operações do HSBC no Brasil

São Paulo - O banco Itaú estaria negociando a compra de pelo menos uma parte das operações do HSBC no Brasil.

 

Procurados, tanto Itaú quanto HSBC negaram que a negociação esteja em curso, mas a informação foi confirmada a EXAME.com por três fontes de dentro dos bancos nesta manhã.

O desenho da operação ainda não está claro, mas o mais provável é que o negócio envolva a parte de varejo do HSBC. Assim, o banco ficaria apenas com a gestão de fortunas e mercado corporativo, nos mesmos moldes da transação fechada entre o próprio Itaú e HSBC no Chile, na última quarta-feira.

A saída do mercado de varejo não seria algo inédito para o HSBC, já que o banco vendeu recentemente o negócio de cartão de crédito nos Estados Unidos para a Capital One. Também foi anunciada a venda de agências em Nova York e de parte do varejo na Rússia. Na Polônia, a unidade de varejo também foi fechada.

Estratégia

Mundialmente, o HSBC passa por um momento de revisão de portfolio e tenta focar em nichos de mercado com maiores margens.

No Brasil, por exemplo, o HSBC chegou a conversar com o BTG Pactual este ano sobre a venda da sua carteira de financiamento de veículos. As negociações não avançaram, mas a equipe da divisão “auto finance” do banco inglês foi incorporada pelo BTG.

A posição oficial do HSBC é de que eles simplesmente pararam de financiar automóveis no Brasil e que a decisão sobre vender ou não esta operação ainda não foi tomada.

Euforia

Dentro do Itaú, a expectativa já toma conta dos funcionários, informou uma fonte. “Não se ouve outra coisa pelos corredores e a compra faz bastante sentido”, disse a pessoa a EXAME.com. “A compra do HSBC no Chile já era um sinal de que a estratégia seria a mesma para o Brasil”, afirmou.