J.B.Duarte e Red Mountain querem explorar grafita

16/01/2012 11:27

Naiara Bertão   (nbertao@brasileconomico.com.br)

Edison Cordaro: dinheiro investido pela J.B. pode vir da emissão de novas ações

Edison Cordaro: dinheiro investido pela J.B. pode vir da emissão de novas ações

Mineral e empregado em bateria automotiva, reatores nucleares e células de combustíveis.

A J. B. Duarte, empresa de investimentos em participações, e a Red Mountain, companhia que detém direitos de exploração mineral no país, assinaram memorando de entendimento há duas semanas para criar uma empresa de minério de grafita.

Segundo o memorando, a J.B.pode investir até R$ 50 milhões no negócio, enquanto a Red Mountain cederia seus direitos de exploração de minério em Milagres e Itatim, na Bahia.

O dinheiro investido pela J.B. pode vir da emissão de novas ações, disse o diretor de relações com investidores, Edison Cordaro. Essa é a forma que a empresa mais tem se valido para se financiar desde 1985, quando abriu capital e ainda investia na produção de óleos vegetais, em especial soja.

"Acreditamos que o mercado de grafita tem grande potencial de crescimento. O mineral tem sido empregado em baterias de automóveis, células de combustíveis e reatores nucleares", diz Cordaro.

Até 2020, a demanda mundial de grafita deve crescer seis vezes e o Brasil pode ganhar espaço no exterior, já que a China, principal produtor, vem reduzindo suas exportações para atender o mercado interno.

"Cada bateria de lítio consume 70 quilos de grafita, dez vezes mais que a bateria comum, e a grafita pode ainda substituir elementos químicos mais caros, como nióbio, tugstênio e vanádio na fabricação de produtos, o que evidencia a demanda futura", explica Cordaro."

A alta do preço do minério nos últimos anos também chama a atenção do executivo: sua previsão é que a tonelada de grafita chegue a custar US$ 3 mil até 2020, sendo que em 2001, ela estava cotado a US$ 500.

O memorando prevê 90 dias para negociações entre as partes sobre a viabilidade do negócio. Caso aprovado, serão mais 18 meses de estudos nas reservas e elaboração de plano de atividades. Só depois é que as empresas iniciarão a exploração.

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