Os desafios do Magazine Luiza após o IPO

01/03/2011 18:27

Ao reagir tarde a seus rivais, Magazine Luiza vai encontrar cenário mais difícil para crescer

 
 

Germano Luders/EXAME

Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza

Luiza Helena Trajano, presidente da varejista: cenário mais difícil para crescer

São Paulo – A abertura de capital do Magazine Luiza, anunciada ontem (28/2), é um dos movimentos mais esperados no setor de varejo. Ainda não se sabe quanto a empresa vai levantar na operação, mas o IPO não deve ser a solução mágica para todos os problemas da varejista. Mesmo com o caixa reforçado, o Magazine Luiza vai enfrentar um cenário mais difícil para crescer.

 
No prospecto preliminar, protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que vai destinar recursos, entre outros, para duas estratégias: a abertura de novas lojas e a eventual aquisição de concorrentes no setor eletro-eletrônico.

O ponto é que, após a acelerada consolidação do setor de varejo nos últimos dois anos, ficou mais difícil para o Luiza encontrar espaço. Nesse intervalo, o Grupo Pão de Açúcar saltou para a liderança do setor, ao comprar o Ponto Frio e fundi-lo com a Nova Casas Bahia. Já a Ricardo Eletro e a Insinuante uniram-se na Máquina de Vendas, tornando-se um desafiante de peso. Com rivais mais fortes, o Magazine Luiza precisará mais do que dinheiro para avançar.

Mercado aquecido

Seguindo a velha lei da oferta e da procura, a corrida dos gigantes do setor para comprar redes menores elevou os preços dos negócios. “As redes de médio porte, possíveis alvos do Magazine Luiza para aquisição, estão supervalorizadas”, afirma Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia). Segundo Felisoni, o setor de varejo de bens duráveis vive um de seus melhores momentos e deve continuar aquecido nos próximos anos. “Não será fácil encontrar um bom negócio”, diz.

O tempo, contudo, parece estar contra o Luiza. A aquisição de redes menores é o caminho mais curto para reduzir a distância entre a rede de Luiza Helena Trajano e os líderes. Depois de perder a briga com o Pão de Açúcar pelo Ponto Frio, a empresária viu o grupo de Abílio Diniz disparar na dianteira. Assim, Luiza talvez seja obrigada a ir às compras em um momento de preços altos, mas pode não haver outra saída. “A estratégia de aquisições é a maneira mais ágil de ocupar espaços”, afirma Marcos Gouvêa, sócio da GS&MD – Gouvêa de Souza, consultoria especializada no setor de varejo.

Se der prioridade às aquisições, as melhores oportunidades estariam em redes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Nessas regiões, a competitividade é menor e a rentabilidade pode ser maior, já que é mais fácil ter clientes mais fiéis”, afirma Gouvêa.

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